
Königreich Württemberg
FREDERIK II
pela graça de Sua Germânica Majestade Imperial, Rei de Württemberg, Burgrave de Stuttgart, Conde Palatino de Daun, Senhor de Eifel, Conde de Riedenberg, de Šternberk, Barão de Richtenberg, Cavaleiro Grão-Colar da Mais Antiga Ordem da Cruz de Ferro e Cavaleiro Grão-Cruz de Otto o Grande, Cavaleiro Comandante da Honorável Ordem de Carlos IV; Príncipe da Escandinávia, Duque de Västergötland e de Wormsdager, Barão de Bohuslän, Senhor de Gotemburgo, de Voss, de Karleby e de Mäls; Companheiro da Ordem da Lança, Companheiro da Ordem da Yggdrasil, Cavaleiro da Mais Distinta Ordem do Tosão de Ouro, da Ordem da Cruz de Afonso Fundador, Grande-Oficial da Real Ordem da Coroa da Kováquia e da Real Ordem da Amizade, Chefe da Casa Real de Neuland-Württemberg, no exercício de Nossa régia prerrogativa estabelecida pela graça imperial de Sua Germânica Majestade e pela Constituição do Império da Germânia, expedimos a presente
Königliche Proklamation zur Einberufung der Königlichen Kurie von Württemberg
À vista das disposições expressas na Carta Magna do Reino de Württemberg, sobretudo nos seus artigos concernentes à organização do Governo Real, à dignidade da Coroa e à salvaguarda das tradições ancestrais do Estado vurtemberguês,
CONSIDERANDO que a Cúria Real é o órgão consultivo maior da Coroa, destinado a aconselhar o Rei nos assuntos mais altos do Reino, zelando pelos interesses da Nobreza, da Honra, da Justiça e da Paz do Reino;
CONSIDERANDO que os nomes a seguir apresentados gozam de notória virtude, linhagem ilustre, fidelidade à Coroa e mérito comprovado no serviço ao Estado e à Casa Real;
PROCLAMA-SE O QUE SEGUE:
Escutai, escutai!
Desde as muralhas antigas de Estugarda
até os vales onde o Neckar corre em silêncio,
desde os sinos de pedra das abadias velhas
até os carvalhos que conhecem o nome dos reis,
escutai o que hoje manda proclamar o Trono de Württemberg.
Segundo o costume dos antigos reis e pela dignidade da Coroa,
é dado a saber que chegou o tempo em que o conselho deve ser reunido,
para que a palavra seja dita perante o Trono
e o juízo formado à vista do Reino.
Pois não pela espada somente permanece um Reino,
nem pelo mando solitário se conserva,
mas pelo conselho leal que sustenta a autoridade régia.
Pois nenhum Reino permanece apenas pela espada,
nem se sustenta apenas pelo decreto,
mas pela união entre a vontade do Rei
e o conselho fiel daqueles que juraram servir.
Por isso, convoco, por esta solene proclamação,
todos os que têm assento concedido junto à Coroa,
todos os chamados pelo juramento,
todos os cuja dignidade os liga ao destino do Reino,
para que se apresentem quando chamados,
no tempo e no lugar designados por ordem régia.
Que venham os Nobres e os Dignitários,
os Oficiais da Coroa e os Homens do Conselho,
cada qual segundo seu assento,
cada assento segundo sua precedência,
cada precedência segundo o costume.
Aquele que for chamado e não vier sem causa justa
responderá não apenas ao Rei,
mas à memória do Reino e ao peso do juramento feito.
Pois a Cúria que se convoca
não é ornamento,
mas fundamento;
não é voz dispersa,
mas conselho ordenado.
Assim o mando pela autoridade da Coroa,
assim o proclamo diante dos homens,
assim o confirmo sob o olhar
das forças que guardam Württemberg.
