Königreich Preußen
Die Heilige Preußische Krone
Stettin
KARL IV. HEINRICH, nascido Conde Alfons-Filip von Hohenzollern zu Bistritz, por intercessão da Divina Providência e sob a augusta mercê de Sua Imperial e Germânica Majestade, altaneiro MONARCA DA PRÚSSIA, Margrave de Brandemburgo, Duque da Pomerânia etc. etc. etc., com seus inúmeros títulos, honras e graças, em seu poder e prerrogativas, traz saber ao povo prussiano Sua
DÉCIMA TERCEIRA LETRA – Proclamação de Natal e Ano Novo
Súditos meus, fiéis filhos da Prússia,
homens e mulheres que habitais as cidades de pedra, os campos velados pelo gelo, as margens silenciosas dos rios e as florestas antigas que ainda murmuram a memória dos séculos,
Embora o calendário dos homens declare já transcorridos os dias santos do Natal, saibais que o espírito do Nascimento não se submete ao relógio, pois há verdades que chegam sempre no momento exato em que a alma está preparada para recebê-las. Assim, não é tarde que vos falo: é oportuna esta hora.
Neste fim de ano, quando a noite se alonga e o mundo parece suspenso entre o que foi e o que ainda não ousa ser, ergo minha palavra não como simples governante, mas como guardião da continuidade, elo vivo entre o que herdamos e o que devemos legar.
O Natal, ainda que celebrado em dias passados, não é um evento — é uma lembrança perpétua: a de que o poder verdadeiro não nasce da força das armas, mas da ordem moral; não do estrépito, mas do silêncio em que o dever se reconhece. O nascimento humilde que os séculos veneram recorda aos reis que a autoridade não é licença para o excesso, mas obrigação para o sacrifício.
Que cada lar prussiano tenha sido, ainda que por um instante, um refúgio contra a aspereza do mundo. Que o pão tenha sido repartido, que a palavra tenha sido contida antes de ferir, que o fogo tenha aquecido mais do que os corpos — tenha aquecido a fidelidade.
Chegamos agora ao limiar do Ano Novo. Um limiar é sempre um julgamento. O ano que se encerra não pode ser apagado nem renegado: ele pesa, ensina e permanece. Houve acertos que honram nossa história e erros que exigem correção severa, não indulgência. Um Estado que não aprende é apenas um território; uma nação que não corrige a si mesma prepara sua própria dissolução.
A Prússia não nasceu para a facilidade. Foi forjada no rigor, educada na disciplina e mantida pela convicção de que ordem sem justiça é tirania, e justiça sem ordem é caos. No ano que se anuncia, reafirmo diante de Deus, da História e de vós: não abriremos mão de nenhum desses pilares.
Que os magistrados julguem com retidão, lembrando que cada sentença ecoa além do papel.
Que os oficiais comandem sem vaidade, sabendo que o soldado não é instrumento, mas responsabilidade.
Que os administradores sirvam ao bem comum, não à conveniência momentânea.
E que o povo, coluna invisível do Reino, continue a sustentar com trabalho honesto aquilo que nenhum decreto pode criar sozinho.
O tempo vindouro exigirá sobriedade de espírito. O mundo muda com rapidez enganadora, e muitos confundem movimento com progresso. A Prússia avançará, sim — mas não se moverá sem direção, nem se modernizará à custa de sua alma. A tradição não é peso morto; é lastro. Sem ela, toda embarcação corre mais rápido… direto para o naufrágio.
Neste último dia do ano, quando os sinos anunciam não apenas a passagem do tempo, mas a continuidade da responsabilidade, conclamo-vos a entrar no novo ciclo não com euforia vazia, mas com resolução silenciosa. Que cada um conheça seu dever, o cumpra com dignidade e encontre nisso não apenas honra, mas sentido.
Que Deus conserve a Prússia firme quando o mundo vacila.
Que o frio do inverno nos lembre da necessidade do abrigo mútuo.
Que o novo ano nos encontre mais justos, mais atentos, mais dignos da história que carregamos.
Não confundais fé com emoção. A fé que sustenta Estados não é exaltada, é perseverante. Ela não se anuncia em gritos, mas se prova na constância, na contenção, no cumprimento do dever quando ninguém observa.
Que o Natal, mesmo celebrado tardiamente nesta palavra, nos lembre que Deus entrou na história não para abolir a ordem, mas para restaurá-la.
Que o encerramento do ano nos ensine que cada ciclo é permitido para correção, não para vanglória.
E que o novo ano nos encontre mais atentos ao juízo de Deus do que à aprovação dos homens.
Se permanecermos sob Sua lei, permaneceremos.
Se nos afastarmos, nenhum exército, nenhuma administração, nenhuma tradição nos salvará.
Assim falo neste último dia do ano, consciente de que minha palavra vale apenas enquanto estiver alinhada à Palavra que não passa.
De minha mão e vontade,
no derradeiro dia do ano,
Dado e passado no Schloss zu Stettin, Nossa residência invernal
no bom distrito de Śródmieście na Pomerânia,
ao 31° dia de dezembro do ano de 2025 da Graça de Nosso Senhor,
que é o 4º ano de Sua Majestade o Rei da Prússia,
23º ano do Excelente Império Alemão e o
2º de Sua Germânica Majestade o Kaiser.
Euer König von Preußen,
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